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Caso Battisti: mais uma capitulação de Evo Morales

Depois de participar da posse do presidente fascista, Jair Bolsonaro, o presidente da Bolívia, Evo Morales, protagonizou mais um ato de subserviência ao imperialismo internacional ao entregar o militante revolucionário, Cesare Battisti, ao governo de extrema direita da Itália. Como não poderia ser diferente, tais condutas geraram diversas manifestações de repúdio da esquerda pelo mundo.

Na madrugada do último dia 13 de janeiro, a Polícia Federal brasileira divulgou a notícia da prisão de Battisti. O circo já estava armado: em dezembro de 2018, Battisti teve sua prisão decretada no Brasil e o então presidente golpista, Michel Temer, autorizou sua extradição para a Itália. Diante da situação, Battisti fugiu.

O italiano fez um pedido formal de asilo político ao governo da Bolívia, mas, como resposta, foi preso na noite do dia 12 de janeiro, em Santa Cruz de la Sierra, por agentes bolivianos em conjunto com agentes italianos. O ato de pura covardia do governo Evo Morales culminou com a extradição imediatamente de Battisti, enviado “aos leões” em um voo direto para Roma.

Conforme informações da Agência Brasil, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, “sentenciado pelo assassinato de quatro pessoas na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas Internacionais”. Num inquérito jurídico cheio de falhas, controvérsias e denúncias de manipulações jurídicas, o italiano foi julgado à revelia e condenado. Ele se declara inocente.

 

Repercussão no Brasil

 

Depois de participar de uma reunião extraordinária com o presidente Bolsonaro e a cúpula do governo fascista, o general Augusto Heleno, ministro do gabinete de segurança institucional, declarou em entrevista coletiva à imprensa que a prisão de Cesare Battisti foi “uma grande vitória do governo Bolsonaro e da Polícia Federal”, mesmo com a PF brasileira não tendo nenhuma participação neste caso, e que o militante político italiano seria extraditado para o Brasil.  

Contudo, a tentativa amadora e desencontrada de Bolsonaro em exibir Battisti como uma espécie de “troféu” foi solenemente ignorada pela Itália e Bolívia, deixando o Brasil numa condição de “anão diplomático”. Mais que isso, Cesare Battisti já vinha escapando da Polícia Federal brasileira nos últimos 30 dias.

O caso Battisti é sintomático e nos coloca com clareza os ataques que serão aprofundados no próximo período. Temos, de um lado, o avanço da extrema-direita, com a perseguição desenfreada contra a esquerda ou mesmo qualquer movimento que se apresente no campo progressista. Do outro, não menos grave, a capitulação da esquerda pequeno-burguesa, que ao invés de organizar e dirigir as massas, se coloca na condição de subserviente, disposto a acatar as ordens do imperialismo.

Não podemos aceitar nenhuma perseguição contra os movimentos políticos, sociais e culturais de esquerda. O que está em jogo não são indivíduos, mas uma política de massacre contra as massas trabalhadoras e sua representação ideológica.

Não às prisões política de militantes da esquerda
Não à extradição de Cesare Battisti
Não à prisão de Lula. Lula Livre!

 


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