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Considerações do DIEESE sobre a situação econômico-financeira dos Correios

•    Entre 2011 e 2016, a despesa e a receita totais cresceram 60% e 42,4%, respectivamente.
•    No mesmo período, o IPCA e o INPC apresentaram, respectivamente, um aumento de 49,4% e 49,8%.
•    Tendência clara de evolução positiva da receita.
•    Só em 2016, segundo ano consecutivo de retração do PIB (-3,6%), a receita operacional dos Correios cresceu em 6,27%.
•    No déficit entre2015/2016 tem uma alta participação (46,65%) a rubrica “Provisões Contábeis”, inclusive superior as despesas com pessoal (39,49%)
•    Como proporção da Receita Operacional, despesas com pessoal representou 65,8% em 2016



Em 2017



•    Patrimônio líquido de R$243 milhões, redução de 83% em relação a 2016.
•    Déficit acumulado até outubro R$ 1,94 bilhões, aumento de 11,8% em relação a 2016
•    Mesmo com dois reajustes tarifários (7,49% em abril e 6,12% em outubro) houve redução da receita total em 5,12% em relação a 2016
•    Segundo a revista Carta Capital, em apenas uma semana houve fechamento de 1.836 agências que ofereciam Banco Postal nos estados de AL, BA, CE, GO, MT, PE, PI, PR, RN, RR, RS e SP.
•    Enquanto a ECT vive crise financeira, Franqueados aumentaram sua remuneração em 34% o que sinaliza a transferência de grandes contratos comerciais para a rede franqueada.
•    Sucateamento facilita a privatização!

•    39% dos brasileiros ainda não acessam a internet no Brasil, revelando a importância dos serviços dos Correios (pesquisa TIC domicílio, 2016). Receitas oriundas de exclusividade postal representam 61% do total da empresa.

•    Descumprimento do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) representa risco de multa e abrir mão de economia anual de R$200 milhões

•    O volume de cartas + encomendas está crescendo nos últimos anos, o que contraria as especulações sobre a perda de importância do correio em função da internet: em 2001 os Correios transportavam 3 bilhões de objetos postais, em 2015 foram 8,3 bilhões por ano.

•    O problema financeiro dos Correios é administrativo. Prejuízo é resultado do provisionamento de benefícios pós-empregos (contábeis)
•    Desde a sua criação, o correio tem tido um papel relevante na integração territorial
•    Privatizar a empresa é desassistir a população mais pobre
•    É a maior empresa logística e postal da América Latina, com valor de mercado de mais de R$ 20 bilhões. Está presente em todos os municípios e é responsável constitucional pela Universalização dos Serviços Postais no Brasil
•    Os correios contam com mais de 350 anos de criação e tem um papel social concebido constitucionalmente
•    O serviço postal na quase totalidade do mundo todo é estatal. Porque é um direito do cidadão. Direitos não tem que dar lucro. É obrigação do Estado fornecer e arcar com os custos. É o caso das operadoras postais da Índia e nos Estados Unidos, que em 2014 registraram prejuízos de US$868 milhões e US$5,5 bilhões, respectivamente.
•    Países como Argentina e Reino Unido que venderam seus correios para a iniciativa privada já começaram o processo de reestatização. Mesmo EUA e China que permitem empresas privadas, mantêm o controle estatal porque sabem dos riscos sociais da privatização: empresas passam a escolher onde atuar, desassistindo lugares com menos potencial financeiro.


Projeto de lei 7638/17 (Maria do Rosário)


•    Prevê que a administração pública federal contrate, preferencialmente, os serviços dos correios com dispensa de licitação, com isso estima-se dobrar o faturamento atual. Há, assim, possibilidades para a recuperação financeira dos Correios!


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