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Despreparo dos governantes leva a falta de EPIs nos Hospitais

Diante da pandemia do Coronavírus, os mandatários dos níveis Federal, estaduais e municipais vêm alardeando que “todas” as medidas necessárias para o controle e a proteção da população e dos trabalhadores estão sendo tomadas.  Porém, não é esta a realidade vivenciada nos centros hospitalares. A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é um exemplo cabal do resultado da política de sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS).  

Os trabalhadores da saúde estão na linha de frente neste combate e têm importância vital em todo o processo, desde o acolhimento até a liberação dos pacientes.  A falta de EPIs tem impacto direto no trabalho desta categoria, principalmente num período de pandemia, onde esta falta implicará na morte de milhares de pessoas.

No caso do Hospital Metropolitano Odilon Behrens, referência em Belo Horizonte, as denúncias feitas pelos funcionários são assustadoras. Faltam máscaras – sendo que, em um plantão de 12h, a recomendação é para que se recebam, no mínimo, quatro máscaras, mas apenas duas são entregues aos servidores. Isso aumenta as chances de contaminação e coloca em risco a saúde dos profissionais e pacientes. As máscaras N95, um dos EPIs mais importantes neste momento, são fornecidas para os médicos apenas em casos de entubamento dos pacientes.

O poder municipal tem alegado dificuldade para comprar os equipamentos básicos pela ausência de oferta. Mas o fato é que mesmo antes da pandemia os trabalhadores já denunciavam a falta de medicamentos, equipamentos e leitos nos hospitais públicos, reflexo da política de cortes de gastos neste setor. O objetivo era asfixiar o SUS e, com isso, justificar sua privatização. A pandemia do COVID-19, no entanto, não deixou dúvidas quanto à importância do Sistema e expôs o quão criminosa é esta política privatista.

 

Proteção aos que cuidam dos doentes

 

Os servidores municipais com doenças pré-existentes, que se enquadram em grupos de risco, não estão sendo liberados para a quarentena. Também não é de hoje que os trabalhadores denunciam a redução dos quadros de servidores e a falta de concurso público para ingresso de novos.

O caos instalado pela irresponsabilidade do governo federal, que prioriza os bancos à saúde, reflete na situação dos estados e municípios mesmo antes da pandemia. É preciso exigir que os governos busquem alternativas urgentes para capacitar os profissionais da rede de saúde, contratar novos e dar condições mínimas para enfrentarem a expansão da pandemia que, pelas projeções do Ministério da Saúde, ainda não alcançou seu pico.

Os trabalhadores da saúde, seus familiares e os pacientes devem ser protegidos.  Sem condições mínimas de segurança para exercer seu trabalho, suas vidas estão em risco. O aumento de contaminações entre esses profissionais trará um panorama trágico na saúde pública, em BH e no Brasil todo. Não podemos esquecer que o governador de Minas, Romeu Zema (Partido Novo), aliado do governo Bolsonaro, já começa a flexibilizar as medidas de isolamento social, única ação efetiva no momento para adiar o avanço da pandemia. O colapso do sistema hospitalar poderá se tornar uma realidade em curto espaço de tempo.

Em defesa do SUS e pela estatização dos hospitais privados!

Por medidas protetivas aos servidores da Saúde e de todos os trabalhadores!

Dinheiro para o povo, não para os bancos!

 


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