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VI Encontro Paraibano de Mulheres Ecetistas: capturando a liberdade no riso e na luta!

João Pessoa foi palco do VI Encontro Paraibano de Mulheres Ecetistas. Trabalhadoras dos Correios se reuniram para fortalecer a luta feminista, sindical e internacionalista.

Nos dias 1 e 2 de fevereiro deste ano, João Pessoa foi palco do VI Encontro Paraibano de Mulheres Ecetistas, realizado no Hotel Litoral em Cabo Branco. Trabalhadoras dos Correios se reuniram para fortalecer a luta feminista, sindical e internacionalista. Organizado por uma comissão de mulheres, o evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB) e contou com a participação da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), representada por Socorro Ramalho (Vice-Presidenta) e Tony Sérgio (Secretário-Geral), e da Secretária de Mulheres da FENTECT, Elisabete Ortiz. 

 

Fortalecendo a luta das mulheres trabalhadoras 

 

A Secretária de Defesa do Direito da Mulher do Sintect-PB, Nazilda Brito, conduziu os trabalhos do Encontro que teve como tema: "Capture a liberdade no riso e na luta!" e promoveu reflexões sobre a resistência feminina no mundo do trabalho e na sociedade. Durante a roda de conversa e a palestra da assistente social e doutoranda em políticas públicas, Patrícia Larissa, foi debatida a importância da participação ativa das mulheres na luta sindical. As participantes denunciaram as desigualdades e reivindicaram melhores condições para as trabalhadoras ecetistas. 

Outro ponto central foi a participação do DIEESE, representado pelo companheiro José Ediran, que trouxe um panorama sobre a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. A palestra destacou desafios como a disparidade salarial entre homens e mulheres na mesma função; a sobrecarga de trabalho para mulheres, que conciliam atividades profissionais e domésticas; o assédio e violência no ambiente de trabalho, um problema estrutural que precisa ser combatido, e a baixa representação feminina em cargos de liderança nos Correios e no movimento sindical. 

Ediran reforçou que a luta pela igualdade de gênero deve ser uma prioridade dentro das categorias organizadas, destacando a necessidade de políticas públicas, negociações coletivas mais justas e campanhas de conscientização. 

 

Os grandes debates do encontro 

 

Além das questões trabalhistas e sindicais, o Encontro trouxe discussões fundamentais para a classe trabalhadora, a democracia e a categoria ecetista. A Vice-Presidenta da CUT/PB, Socorro Ramalho, falou sobre a tentativa de Golpe de 8 de janeiro e alertou para os riscos dos ataques à democracia brasileira. Reforçou que a classe trabalhadora deve estar atenta e mobilizada para defender os direitos democráticos conquistados e combater o avanço da extrema-direita. O debate destacou como golpes e retrocessos políticos afetam diretamente os direitos dos trabalhadores, em especial os das mulheres. 

O Evento também debateu a PEC 164/2012, que propõe alterar o artigo 5º da Constituição Federal para estabelecer a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção. O tema foi exposto pela escritora, doutora em Ciências das Religiões, Regina Negreiros, que salientou que a medida é vista pelo movimento feminista como um ataque direto aos direitos das mulheres, pois pode levar à criminalização do aborto em qualquer circunstância, incluindo casos de estupro ou risco de vida para a gestante. As participantes ressaltaram que essa PEC retira das mulheres o direito sobre seus próprios corpos, reforçando a necessidade de mobilização para barrar retrocessos nos direitos reprodutivos e garantir que as mulheres possam decidir sobre sua própria saúde e maternidade.  

Já a Secretária de Mulheres da FENTECT, Elisabete Ortiz, abordou a recuperação de direitos no Acordo Coletivo, após os ataques sofridos no governo passado. Foram destacados os desafios enfrentados nos últimos anos, incluindo retirada de direitos, cortes de benefícios e tentativas de privatização da ECT. Ortiz ressaltou as conquistas recentes, como avanços nas cláusulas sociais e trabalhistas, além da necessidade de continuar a luta pela valorização das ecetistas. 

 

Foto: Sintect-PB


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