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Operações Fúria Épica (EUA) e Leão Rugidor (Israel): o fim do império estadunidense?

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irã já se arrasta por mais de 30 dias e empurra o mundo ladeira abaixo rumo a uma crise energética sem precedentes, que, consequentemente, desencadeará, a passos largos, uma recessão na economia global. Eis a economia do eixo unipolar em xeque.

Qual jogada, ou quem poderá salvar Trump e Netanyahu da fúria da Operação Verdade 4, do Irã, desencadeada como resposta aos violentos ataques realizados no dia 28 de fevereiro pelo império estadunidense? Trata-se de uma guerra existencial para os iranianos. Ao que tudo indica, o Irã se preparou estrategicamente e tem respondido à altura. Até o momento, foram atingidas cerca de 13 bases americanas instaladas no Golfo Pérsico e arredores. Além disso, os contragolpes iranianos comprometeram o sistema de defesa israelense e destruíram armamentos a serviço do império.

O maior dano econômico para os EUA é o fechamento do estreito de Ormuz para navios cargueiros e petroleiros de grande porte destinados aos EUA, a Israel e a seus aliados, o que inviabiliza o petrodólar. Diante do referido conflito, encontram-se atualmente mais de mil navios paralisados na região, segundo dados divulgados pela imprensa. Para os países do BRICS, a passagem dos navios foi normalizada, sem cobrança de pedágio. Os demais países autorizados a atravessar Ormuz devem pagar pedágio em yuan, seja em espécie, seja por meio de criptomoedas.

À medida que as ameaças e os ataques se intensificam contra estruturas energéticas, nucleares e alvos civis — dirigentes e população iraniana —, com mais força ocorre a contraofensiva do Irã. Em alguns países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que é uma organização política e econômica composta por seis monarquias árabes ricas em petróleo houve interrupções significativas na produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) e petróleo por membros, particularmente no Catar.

Vários países da Europa, inclusive integrantes da OTAN, recusam-se, até o momento, a liberar suas bases para o uso dos EUA contra o Irã. Como diz o dito popular: “quem não pode com a formiga não assanha o formigueiro”.

O que para o Irã é uma guerra no sentido de “matar ou morrer” — pois está em jogo a existência de seu próprio país e de seu povo milenar —, para os siameses EUA/Israel foi e é uma guerra por escolha. A tática de incursão utilizada desta vez pelos americanos para derrubar o regime, matando friamente altos dirigentes e 170 meninas em uma escola, desencadeou um efeito contrário ao esperado pelos agressores.

A resistência iraniana em curso voltou-se com fúria contra os invasores. Estes estão presos no fosso criado por eles mesmos e, sem "saídas", querem arrastar o mundo nessa aventura do rei de um reinado decadente, Donald Trump.

O criador e a cria buscam, desesperados, manter o controle pelo uso da força em toda a região. São muitos interesses em jogo. Os EUA querem, a todo custo, manter e expandir o petrodólar — fundamental para manter o domínio imperialista, conter a China e quebrar a espinha dorsal do eixo da resistência, o Irã, além de se apossar de suas riquezas naturais. Por outro lado, a cria israelense quer expandir seu território do Rio Eufrates ao mar, destruindo a Faixa de Gaza até matar a bala ou de fome o último palestino que tenha escapado da atual atrocidade e que se encontre em outros países da região. Pior: querem convencer o mundo de que suas atrocidades são o cumprimento de uma "profecia divina", segundo a qual o povo de Israel seria o "escolhido por Deus" para dominar toda a região.

No entanto, o Irã resiste e enfrenta a potência bélica americana de forma assimétrica, o que pode custar aos EUA sua saída do Golfo Pérsico. O destino de Israel pertence a si mesmo; sem os americanos na região, a existência do Estado de Israel como é atualmente se torna difícil. Já para o CCG do Golfo, espera-se uma instabilidade em todos os níveis. O Golfo não será mais o mesmo.

Na medida em que o padrão Trump de negociação de alto risco se impõe globalmente como medida para evitar ou adiar a decadência do império estadunidense, mais conflitos externos são gerados e ampliam-se as contradições internas nos EUA. As tentativas trumpistas de conseguir um tratado de paz não se concretizam. Apesar das palavras serem de paz, as autoridades iranianas denunciam subsequentes quebras dos acordos por parte dos estadunidenses e israelenses, o que faz com quem a guerra continue.

É hora de aumentar a resistência e a unidade dos trabalhadores de todo o mundo contra os desmandos do império ocidental e em defesa da soberania dos países do Sul Global. Chega de tirania, exploração e roubalheira das riquezas naturais dos povos que sofrem nas mãos do império estadunidense.

 

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