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Libertem o Dr. Hussam Abu Safiya

Um crime contra a humanidade que clama por justiça

O Dr. Hussam Abu Safiya, diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, está à beira da morte. Há 18 meses, este renomado pediatra é mantido em cativeiro por Israel, sem acusação formal ou julgamento, em uma prática ilegal chamada "detenção administrativa". Seu único "crime"? Dedicar-se a curar os feridos e as crianças de uma população sitiada.

Em junho, seu advogado, Nasser Odeh, relatou que o Dr. Abu Safiya sofre violência e espancamentos diários. Em uma das últimas audiências relatadas, apareceu com hematomas por todo o corpo, incluindo cabeça e rosto, com dificuldade para respirar e falar. Guardas mascarados o mantinham algemado, e ele confessou, aterrorizado: "eles me trouxeram aqui para me matar". A organização Médicos pelos Direitos Humanos em Israel (PHRI) já alertou que sua vida corre perigo iminente.

Este não é um caso isolado. Vários médicos e profissionais da Saúde palestinos estão detidos nas mesmas condições. Um caso emblemático foi o assassinato do médico Khaled Hamouda, que pertencia a uma família de médicos da qual o exército israelense assassinou 10 membros.  Israel tem sistematicamente atacado hospitais e profissionais de saúde em Gaza, violando a Convenção de Genebra. O padrão é conhecido: bombardeios, cerco, invasão, sequestro de médicos e pacientes, e seu envio para "black sites" — campos de concentração e tortura temporários, como a prisão de Sde Teiman, onde o Dr. Abu Safiya foi inicialmente levado. A ONU, a OMS e a Anistia Internacional já exigiram sua libertação.

A detenção do Dr. Abu Safiya é mais um ato genocida. Ao sequestrar e torturar um médico que salvava vidas, Israel não ataca apenas um homem: destrói o sistema de saúde de um povo e assassina a esperança de milhares. Como denunciaram os professores Márgara Millán, da Universidade Autônoma do México e Juan Trujillo Limones, da Universidade do Novo México, o genocídio tem múltiplas faces, e o extermínio do corpo médico é uma delas. Segundo eles, “não se trata apenas de bombas e drones assassinos contra a população de maneira generalizada, mas também do assassinato de meninos e meninas com um tiro na cabeça; do cerco sanitário e alimentar que vai debilitando a população; do assassinato direcionado a jornalistas e a todo o corpo médico e demais profissionais da saúde.”

O Dr. Abu Safiya precisa da pressão urgente da comunidade internacional. Exigimos sua libertação imediata e o fim da perseguição aos profissionais de saúde palestinos. A luta pela sua libertação é também a denúncia dos atos genocidas de Israel contra o povo palestino.

Liberdade para Abu Safiya!

Palestina livre!

Foto: reprodução web


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