A defesa da candidatura Lula também passa pelo reconhecimento de que o Brasil ainda enfrenta problemas estruturais. A precarização do trabalho, o endividamento das famílias, as desigualdades sociais e a insuficiência de serviços públicos de qualidade continuam afetando milhões de brasileiros.
A extrema direita procura explorar a insatisfação popular, apresentando soluções simplistas para problemas complexos e responsabilizando grupos vulneráveis por dificuldades que têm raízes econômicas e sociais muito mais profundas.
Ao mesmo tempo, setores empresariais resistem a medidas que ampliem a proteção dos trabalhadores, como ocorreu com o projeto lei que reduziu a jornada e impôs o fim da escala 6x1 sem redução salarial. O argumento de que direitos trabalhistas prejudicam a economia ignora que a vida não pode ser organizada exclusivamente em função do lucro.
A produtividade precisa servir à melhoria das condições de vida, e não justificar a manutenção de jornadas exaustivas. Nesse sentido, é indispensável que um novo mandato de Lula aprofunde as políticas de valorização do salário mínimo, geração de empregos de qualidade, fortalecimento do SUS, ampliação do acesso à educação e proteção da previdência social. Também é necessário enfrentar a informalidade e combater a desigualdade de renda como condições para que o crescimento econômico produza benefícios concretos para a maioria da população.
Com a extrema-direita no poder, a promessa é de cortar gastos e esse corte reincidirá sobre os serviços públicos e os direitos sociais. A candidatura de Flávio Bolsonaro representa o mais duro projeto neoliberal de destruição das políticas estatais em favor do povo.
Com consciência de classe, os trabalhadores devem eleger Lula e se preparar para a luta que será necessária no próximo período.