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Candidato do PSL Jair Bolsonaro ameaça extinguir a Empresa de Correios - ECT

Em entrevista em programa da Globo News do dia 03/08/2018, o candidato a presidência, Jair Bolsonaro, do PSL, disse: “ Correio Lamentavelmente não tem jeito... No meu entendimento deve extinguir... Não é nem privatizar, é extinguir”. Para extinguir os Correios hoje o Candidato precisaria demitir cerca de 110 mil trabalhadores direitos, mais 60 mil indiretos o que afetaria diretamente cerca de 500 mil pessoas que dependem dos salários da Estatal para sua subsistência considerando os familiares dos trabalhadores. A afirmação do candidato representa, mais uma vez, seu posicionamento contra os direitos trabalhistas. Vale lembrar que ele já votou contra projetos que poderiam favorecer as domésticas, votou a favor da reforma trabalhista e que fomenta o ódio entre as pessoas. O presidenciável deixa bem claro que suas intenções para com os Correios não são favoráveis aos trabalhadores, sendo a empresa eleita pelos brasileiros como a mais confiável dentre as estatais.

O Candidato não esconde o jogo, falando abertamente o que ele pensa principalmente dos movimentos sociais e sindicais do País. Disse que acabará com todo tipo de ativismo no Brasil, que criará outra carteira de trabalho (verde e amarela) que não será regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A proposta de acabar com o ativismo sindical é sinônimo de destruição dos direitos trabalhistas, o que deixará o trabalhador sozinho e sem representação contra os Patrões.

Os servidores de diversas Estatais, que já foram ameaçados literalmente com as propostas privatistas do candidato do PSL, estão em clima de tensão. Os trabalhadores dos Correios, em particular, estão também se sentindo ameaçados, embora, alguns, descrentes de uma atitude privatista do presidenciável. Porém, em seu programa de governo, ele afirma veementemente sua proposta privatista, além de já ter dito que no primeiro ano de governo a meta é privatizar 50 das 147 empresas estatais. A privatização de todas as Empresas públicas significaria o fim de todos os concursos públicos. Para os Correios, que sofre hoje um déficit de funcionários isso seria o aumento da exploração da mão de obra que ainda resta na ECT, além da abertura de prerrogativas para a demissão em massa de trabalhadores.

Chamamos os trabalhadores dos Correios a não votar em privatistas!

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